sábado, 12 de julho de 2014

quando nós dois povoados de silêncios entramos noite e dentro, tenho medo de que não volte de onde está. tenho medo de que eu não volte de onde estou.
é noite e dentro, não sabemos

(começamos o ritual: seguir o teu membro rijo com mãos de quem não vê. a pele treme e pede: lá e cá: lá e cá: lá e cá: o desejo é precipício
, você recua, 
sem saber que estar à beira é a única salvação)

- já são seis horas, meu amor.


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