para Fábio C.
Insisto nessa bebida por pura lucidez do mundo, e por
lucidez não quero ficar. Não quero ficar, mas já são quase duas da manhã e me
silencio até. Aceita esse gole de vinho, não vai agora. Tentativa de salvar
qualquer vontade. Talvez um encontro. Saímos da mesa, vou até o carro. Você
está bem para dirigir? Penso nas imagens que você inventa, todas essas pessoas,
a cidade em contramão, a conversa de mais cedo. Estou ótima, respondo. Me despeço
para sempre, e você não percebe.
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