domingo, 4 de maio de 2014

para Fábio C.

Insisto nessa bebida por pura lucidez do mundo, e por lucidez não quero ficar. Não quero ficar, mas já são quase duas da manhã e me silencio até. Aceita esse gole de vinho, não vai agora. Tentativa de salvar qualquer vontade. Talvez um encontro. Saímos da mesa, vou até o carro. Você está bem para dirigir? Penso nas imagens que você inventa, todas essas pessoas, a cidade em contramão, a conversa de mais cedo. Estou ótima, respondo. Me despeço para sempre, e você não percebe. 

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