sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

- Esta manhã estou de maré ruim. Não dormi bem na noite passada, acordando agitada, sonhando breves sonhos sórdidos, incoerentes. Acordei, a cabeça pesada, sentia como se tivesse acabado de nadar e sair de uma lagoa quente poluída. Minha pele estava gordurosa, o cabelo duro, oleoso, minhas mãos como se eu tivesse tocado algo viscoso e impuro. O ar pesado de agosto não ajuda. Estou sentada aqui, indolente, com dor na nuca. Mesmo que passasse o dia me lavando na límpida água fria sinto que não poderia remover o limo pegajoso e impuro; tampouco conseguiria tirar da boca o gosto peludo desagradável dos dentes por escovar. -

(a sylvia plath me desnudando mais do que deveria)

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